Política e sociedade

11 de dezembro de 2019

População nas ruas da América Latina 

Chile: estudantes ocupam a Plaza Italia, no centro de La Paz, diariamente desde 18 de outubro de 2019

Colômbia: população marcha em protesto nas ruas de Cali

Foto: Luis Gandarillas/La Razón 

Bolívia:comunidades de El Alto nas ruas do centro de La Paz 

A população de sete países da América Latina, ocupou as ruas nos últimos meses do ano para protestar contra o avanço das políticas neoliberais na região. No Chile, um aumento da passagem de ônibus foi a gota que fez transbordar um descontentamento que se acumula há 30 anos de economia neoliberal. Desde o dia 18 de outubro, a população ocupada as ruas diariamente em Santiago, e se reúne na Plaza Itália, de onde são dispersados pelos carabineiros com bombas de gás e jatos de água. Nos dias mais agitados há incêndios e saques. Governo agora, cedeu e prepara uma assembleia constituinte.

A revolta chilena inspirou a população na Colômbia, que se mobilizou para pedir soluções para carências que, lá também, se arrastam há décadas. Nos dois países, o governo - de Sebastián Piñera no Chile, e de Iván Duque na Colômbia - reagiram decretando toque de recolher com o exército nas ruas, o que levou a uma adesão ainda maior da população.

No Equador, o presidente Lenin Moreno, eleito com apoio da esquerda, rasga o programa, rompe com Rafael Correa, seu vice, e edita um pacote econômico que retirou o subsídios dos combustíveis. Os preços da gasolina sobem 123% em poucos dias. A população reage ocupando as ruas.

Na  Bolívia, a extrema direita deu um golpe, obrigando Evo Morales a renunciar e se exilar no México. Evo estava vencendo a sua quarta eleição. População, sindicatos e comunidades indígenas reagiram, também nas ruas, e foram violentamente reprimidas. Grupos de extrema-direita passaram a perseguir, agredir e humilhar autoridades e famílias indígenas. O povo se manteve nas ruas e os golpistas foram obrigados a retroceder, convocando novas eleições com a participação de todos os partidos, incluindo o de Evo. 

Na Argentina, depois de um ano de greves praticamente mensais e muitos conflitos com os sindicatos, o neoliberal Maurício Macri, incapaz de debelar a crise econômica, perde as eleições para a sua arqui-rival Cristina Kirchner, vice na chapa do peronista Alberto Fernández.

No Peru, a situação é delicada e muito confusa, com os cinco últimos presidentes presos por corrupção e uma crise política que levou o presidente atual, Martín Vizcarra, a dissolver o Congresso. 

Um acordo secreto com o governo de Jair Bolsonaro, do Brasil, para operação da Hidrelétrica de Itaipu gerou uma crise política no Paraguai e atingiu duramente o governo conservador de Mario Abdo Benítez. O acordo reverte a divisão da energia acertada entre o Brasil de Luis Inácio Lula da Silva e Fernando Lugo, que triplicou a compensação paga pelo Brasil até atingir os 360 milhões de dólares (1,365 bilhão de reais) por ano. O acordo foi desfeito, porém a crise não terminou, sendo seguida por graves denúncias de corrupção contra o governo de Benítez.

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Organização

Associação Brasileira de Advogados e Advogadas Sindicais (ABRAS)

Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho (DIESAT)

Departamento de Direito do Trabalho e da Seguridade Social da Faculdade de Direito da USP

Produção executiva

Instituto Macuco (www.institutomacuco.com.br)