Saúde

27 de janeiro de 2020

Casos emblemáticos marcam a história da
luta pela saúde no trabalhador no Brasil 

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Eles foram tratados na mesa organizada pelo Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho (DIESAT). Juntamos no nosso canal do Youtube três filmes realizados como parte das estratégias de luta e mobilização em uma nova playlist.

A ponta do Iceberg

Documentário sobre intoxicação por mercúrio na Eletrocloro, empresa química com sede em Santo André, produzido em 1987 como um projeto cultural da Comissão de Saúde e Trabalho (Comsat) e assistência técnica do Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho (DIESAT).

Mais do que a contaminação, a denúncia era de que o departamento médico da empresa estava manipulando os resultados, para escondê-la. A mobilização resultou na publicação da Portaria No. 03, de 07 de fevereiro de 1988, que inclui na NR-1, a obrigação das empresas entregarem os resultados dos exames médicos ao trabalhador examinado e o resultado das avaliações ambientais, para

conhecimento de todos os envolvidos. 

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Um dos diretores desse documentário, o jornalista Carlos Juliano Barros, participou do Congresso de 2019 na Roda de Conversa sobre a uberização do trabalho. Juliano é um diretor de cinema com grande experiência na produção de documentários voltados para o mundo do trabalho. Ganhou o Prêmio Vladmir Herzog com Carne e Osso, sobre a linha de produção de processamento de carnes, e é produtor, roteirista e um dos diretores do documentário GIG – Uberização do Trabalho, exibido na 8ª Mostra de Cinema Ecofalante 2019, entre outros.

Não Respire - Contém Amianto

O Lucro Acima da Vida

"Não Respire" é um documentário do Repórter Brasil que investiga como a indústria do amianto - através de doações para campanhas políticas, financiamentos a pesquisas acadêmicas e investimentos em marketing - tenta vender a imagem de que o tipo de minério usado no milionário mercado de telhas, chamado de "crisotila", não é tão mau assim.

A luta pelo banimento do amianto no Brasil ainda não terminou, apesar da decisão do Supremo Tribunal Federal em 2017, de proibir a exploração da fibra aqui. A operação da mina da Sama, em Goiás, só parou em fevereiro de 2019 e a empresa ainda aguarda a análise dos recursos finais pelo STF.
O
The Intercept publicou uma reportagem a respeito agora, em janeiro.

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A contaminação dos funcionários, vizinhos e do ambiente de forma contínua durante 20 anos gerou uma ação civil pública que teve como resultado um acordo histórico, com indenizações que ultrapassam R$ 300 milhões, assinado em 2013. A história da mobilização, que envolveu muito mais do que os funcionários da empresa, virou um filme, com participação especial de Ailton Graça, Zezé Motta e
Mateus Carrieri.   

O filme conta a histórias de três amigos, que junto com os trabalhadores da Shell e com a ajuda de organizações civis, lutaram durante 12 anos "contra tudo e contra todos para conseguir uma vitória para todos." Mais de 70 pessoas morreram e centenas de ex-trabalhadores adoeceram com a contaminação causada pela Shell. O filme foi lançado em 2014.

No vídeo ao lado, o diretor do Sindicato Químicos Unificados, Arlei Medeiros, explica e dá detalhes do acordo fechado com a Shell-BASF

ARQUIVO DE NOTÍCIAS

29/dezembro/2019
11/dezembro/2019

Organização

Associação Brasileira de Advogados e Advogadas Sindicais (ABRAS)

Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho (DIESAT)

Departamento de Direito do Trabalho e da Seguridade Social da Faculdade de Direito da USP

Produção executiva

Instituto Macuco (www.institutomacuco.com.br)