Pandemia

04 de novembro de 2020

Pesquisa vai dar visibilidade às condições de trabalho na pandemia

Projeto cria site com relatos de sobreviventes e prevê a realização de um documentário

Como as pessoas trabalharam ou trabalham durante a pandemia? O projeto COVID-19 como uma Doença Relacionada ao Trabalho pretende organizar  um dossiê sobre os trabalhadores e a pandemia  nos seus diversos aspectos, por meio de números, histórias de falecidos e sobreviventes, além de produzir um documentário. O objetivo do estudo é dar luz  à relação entre a atividade profissional e o adoecimento por COVID-19, algo que tem gerado dúvidas e polêmicas, justamente por falta de informações a respeito.

O lançamento oficial está marcado para quarta-feira, dia 11, no 76º Encontro do Fórum de Acidente do Trabalho (Fórum AT), em uma transmissão ao vivo marcada para às 18h30. A  apresentação do projeto e a mediação ficarão por conta de Maria Maeno, médica pesquisadora em saúde do trabalhador e integrante do projeto. A  juíza do trabalho do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, Valdete Souto Severo, coordenadora do grupo de pesquisa Trabalho e Capital da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS/RS) e presidenta da Associação Juízes para a Democracia (AJD) discorrerá sobre as consequências da pandemia e as responsabilidades da sociedade e suas instituições. Junto com Valdete, estará o médico pneumologista

Ubiratan de Paula Santos, da Divisão de Pneumologia do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, ativista pelo fortalecimento do SUS.   Ubiratan é um dos sobreviventes da COVID e falará sobre aspectos clínicos e epidemiológicos da pandemia, incluindo questões referentes às vacinas, sequelas e saúde mental.

O que temos no horizonte

O Projeto, na sua primeira fase, conclama os trabalhadores presenciais durante a pandemia a responderem um formulário na web (clique aqui), ou opcionalmente em papel, para nos darem um panorama de suas condições de trabalho. Para isso, haverá uma forte parceria dos pesquisadores com sindicatos de diversas categorias, entidades de pesquisa e movimentos sociais.  Na segunda fase serão feitas entrevistas com o objetivo de aprofundar questões relacionadas aos riscos presentes no seu cotidiano.  Várias entidades já são parceiras deste projeto e nos próximos meses, outras passarão a ser. 

O projeto tem a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP) e o apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT) de Campinas. Acompanhe a evolução dos trabalhos, acessando o site.

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Assista ao encontro que marcou o lançamento do projeto