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DOSSIÊ COVID NO TRABALHO

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PERGUNTAS & RESPOSTAS

O que devo saber sobre vacinas?

A principal informação a respeito das vacinas, é que a vacina boa é a que está disponível no posto quando chegar a sua vez de se vacinar. A baixa expressiva nos registros de internação e mortes em grupos com índices altos de vacinação, e o cenário oposto em comunidades com pouca adesão, mostram a eficiência dos imunizantes utilizados até agora.

Para detalhes mais genéricos sobre as vacinas – como funcionam, eficiência, efeitos colaterais – visite a página da 

Organização Panamericana de Saúde (OPAS), sobre perguntas frequentes a respeito das vacinas, que oferece sete grandes arquivos: Perguntas Gerais, Operacionalização do programa de vacinação, Segurança das vacinas, Desenvolvimento de vacinas, Quem pode ser vacinado?, Após a vacinação, Mitos e fatos

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A ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE também mantém área especial sobre vacinas em seu site

As vacinas contra COVID-19 funcionam?

Sim, as vacinas autorizadas contra a COVID-19 forneceram informações – provenientes de seus ensaios clínicos – sobre sua eficácia em prevenir a doença. Em seguida, as autoridades reguladoras nacionais (ARN), no Brasil a ANVISA, analisam esses dados para tomar uma decisão sobre O uso das vacinas. Somente vacinas que se mostraram seguras e eficazes para prevenir a doença serão aprovadas para uso na população.

A efetividade das vacinas continua sendo monitorada de perto, mesmo depois de terem sido introduzidas em um país. Para mais informação, veja o Painel de Fármaco-vigilância da OMS:

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Como o uso de uma vacina é autorizado?

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Por uma autoridade reguladora nacional (ARN): Os fabricantes das vacinas contra a COVID-19 que foram autorizadas para uso em alguns países forneceram informações, provenientes de seus ensaios clínicos, sobre a segurança e a eficácia dessas vacinas em prevenir a doença. Em seguida, as agências reguladoras nacionais analisam esses dados antes de autorizar as vacinas. Mesmo depois de terem sido introduzidas em um país, a efetividade e a segurança das vacinas continuam sendo monitoradas de perto.

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Lista de Uso Emergencial (EUL) da OMS: O procedimento de EUL da OMS é um procedimento baseado em riscos para avaliar e listar vacinas, terapias e diagnósticos in vitro não licenciados com o objetivo de acelerar a disponibilidade desses produtos para pessoas afetadas por uma emergência de saúde pública. Ele também permite que os países agilizem seus próprios processos de aprovação regulatória para importar e administrar vacinas contra a COVID-19.

Vacinas contra a COVID-19 exigem aprovação da OMS antes de serem utilizadas em um país?

Não. A EUL da OMS avalia a qualidade, segurança e eficácia das vacinas contra a COVID-19. Ela também permite que os países agilizem seus próprios processos de aprovação regulatória para importar e administrar vacinas contra a COVID-19. No entanto, os países e as autoridades reguladoras nacionais (ARN) podem aprovar o uso de uma vacina contra a COVID-19 no país sem que a vacina tenha sido incluída na Lista de Uso Emergencial da OMS. Cada Estado Membro tem uma obrigação soberana com seus próprios cidadãos e formula suas próprias políticas nacionais de saúde.

As vacinas são efetivas contra a variante Delta?

Sim. Demonstrou-se que as vacinas aprovadas, sejam elas aprovadas pela OMS ou por uma agência reguladora nacional rigorosa, oferecem excelente proteção (TANTO PARA REDUÇÃO DA INFECÇÃO, MAS PRINCIPALMENTE PARA EVITAR a doença grave,   hospitalização e óbito) contra a variante Delta e todas as identificadas até o momento.

Quem deve ser vacinado?

Todo mundo deve ser vacinado, incluindo mulheres grávidas com ou sem comorbidades. Para crianças e adolescentes os testes ainda estão em curso, mas já existem opções aprovadas para uso emergencial, como a da Pfiezer para maiores de 12 anos. Em virtude da falta de vacinas para toda a população, foram definidos grupos prioritários, um escalonamento que neste momento está sendo aplicado apenas para as doses de reforço, já que a vacinação já atingiu todos os grupos populacionais. 

Não podem ser vacinadas pessoas alérgicas aos componentes da vacina. Informe à enfermagem sobre sua alergia, para que seja checado se a substância está presente. É prudente também mostrar a bula da vacina ao seu médico, para que ele avalie o seu caso específico. BULA RNA   BULA RECOMBINANTE

Quem já teve covid deve ser vacinado ?

Sim. Deve esperar se recuperar da doença e depois se vacinar.

Quais são as vacinas contra COVID-19?

Até o momento existem seis vacinas aprovadas pela OMS e pela ANVISA, podendo  ser utilizadas no Brasil:

 

  • Pfizer/BioNTech e Moderna, desenvolvidas por meio de RNA mensageiro (mRNA); e

  • AstraZeneca/ Fiocruz e  Janssen (desenvolvidas por vetor viral não replicante), Sinopharm e Sinovac/Coronavac/ Butantã (desenvolvidas por vírus inativado).

VACINAS DE RNA

São novas?

Como funcionam?

As vacinas de mRNA ensinam nossas células como produzir uma proteína que fará com que nosso corpo reaja e desenvolva anticorpos e células de defesa contra o agente infeccioso, no caso o SARS-CoV-2. Mais tarde, esses anticorpos e células (linfócitos) nos protegerão contra a doença quando formos expostos. O emprego das vacinas de mRNA é novo, mas elas não desconhecidas. Pesquisadores estudam e trabalham com elas há décadas para combater doenças como a influenza (gripe) e o vírus zika.

Qual vacina devo tomar? Qual delas é a melhor?

A melhor é a que está disponível

A OPAS incentiva as pessoas a tomarem a vacina contra a COVID-19 que seja oferecida primeiro. As autoridades reguladoras nacionais de cada país comprovaram que todas as vacinas autorizadas são seguras e eficazes para prevenir a COVID-19.

Quando serei capaz de me vacinar contra a COVID-19?

A Organização Panamericana de Saúde (OPAS), vinculada à OMS, incentiva as pessoas das Américas a seguirem as informações das autoridades sanitárias nacionais para determinar quando as vacinas contra a COVID-19 estarão disponíveis para elas. No Brasil existe o Plano Nacional de Vacinação e os Estados e municípios devem segui-lo, podendo fazer eventuais e pontuais modificações, para melhor proteção das poluções, sem prejudicar a equidade na proteção de todos os que vivem em território brasileiro.

O que fazer se perder o prazo da segunda dose?

Procure o posto de saúde mais próximo e tome a segunda dose o mais rapidamente possível 

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Segunda dose atrasada impacta na imunidade?

O médico sanitarista Cláudio Maierovitch, pesquisador da Fiocruz de Brasília, ex-presidente da ANVISA, explica: A primeira dose provoca o sistema imunológico, que começa a produzir anticorpos e células de defesa e isso demora algum tempo para acontecer. A segunda dose funciona como um treino sobre o que o organismo aprendeu, o que consolida a resposta imune naquele organismo.  Se a pessoa recebe o segundo estímulo quando ainda não terminou de responder ao primeiro, o treinamento não acontece e este imunizante se perde. O problema maior é encurtar esse prazo – o limite mínimo é o que foi definido na pesquisa. Quando atrasa, o problema é que até tomar a segunda dose, a pessoa fica com uma defesa apenas parcial, obtida na primeira dose, e pode adoecer.

como encontrar o posto de vacinação: Todas as Unidades Básicas de Saúde oferecem a vacina. 

As prefeituras informam, por meio do site oficial ou de aplicativos, onde fica o posto mais próximo.

O que acontece se usar imunizantes diferentes entre a primeira e a segunda dose?

INTERCAMBIALIDADE DE VACINAS

Este é um tema ainda novo na pesquisa de vacinas para COVID-19, portanto, o conhecimento disponível é “muito limitado”, segundo o pesquisador Cláudio Maierovitch. Só recentemente tiveram início estudos das misturas, a primeira delas utilizando primeira dose com AstraZeneca e a segunda com a Pfizer, com resultados favoráveis. Já estão em andamento estudos com várias combinações, principalmente com a Coronavacs. Estes são estudos muito difíceis e em geral, feitos em laboratório. Segundo Maierovitch, quase não existem estudos com grandes grupos de pessoas expostas à doença por questões de interesse da indústria. “Uma vez aprovada, a indústria quer vender; não vai investir mais. Há interesse público, mas em geral os governos não tem feito, porque são estudos grandes e trabalhosos”, explica.

Relatório de segurança e imunogenicidade do estudo Com-COV - um ensaio único-cego randomizado de não inferioridade que compara esquemas de primeiro-reforço heterólogos e homólogos com uma vacina adenoviral vetorizada e mRNA COVID-19

25 de junho de 2021

Xinxue Liu

Universidade de Oxford - Oxford Vaccine Group

Robert H. Shaw

Universidade de Oxford - Oxford Vaccine Group

O que os pesquisadores já sabem sobre segurança e ganho de imunidade  

Declaração provisória sobre priming heterólogo para vacinas COVID-19

10 de agosto de 2021

Boletim da Organização Mundial da Saúde (OMS)

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A dose de reforço será necessária para todos a cada ano?

Ainda não está claro se será necessária para todos. Se sabe que para quem tende a perder a imunidade mais cedo, o reforço é recomendável. Embora ainda existam dúvidas, a tendência geral é de se recomendar que esta dose de reforço seja feita com vacina diferente das duas primeiras, seis meses depois da segunda dose. Estas recomendações, no entanto, são revistas a todo momento e podem mudar. No Brasil, tem sido feita com a Pfizer.

Quanto tempo dura a imunidade conferida pela vacina contra a COVID-19?

Em novembro de 2021, ainda estamos aprendendo quanto tempo dura a proteção das vacinas contra a COVID-19. As pesquisas estão em andamento, e isso será respondido nos próximos meses, conforme forem realizados estudos mais detalhados sobre as vacinas. Porém, os dados disponíveis são encorajadores, pois sugerem que a maioria das pessoas que se recuperam da COVID-19 desenvolve uma resposta imune que oferece pelo menos algum período de proteção contra a reinfecção, embora ainda estejamos descobrindo a potência e a duração dessa proteção com mais precisão, os estudos sugerem que elas conferem boa proteção até 6 meses da dose completa.

Como posso me vacinar contra a COVID-19?

As vacinas contra a COVID-19 estão disponíveis em todos os países das Américas e você pode acessá-las por meio do seu Programa Nacional de Imunização. Entre em contato com a unidade de atendimento de saúde mais próxima de sua residência ou local de trabalho para obter mais informações.

Por que pessoas vacinadas ainda adoecem?

Parte 1

RAZÃO 1

por falha vacinal primária: parte das pessoas não desenvolvem imunidade, como ocorre com a maioria das vacinas. Nenhuma vacina conhecida oferece 100% de proteção.

RAZÃO 2

por falha vacinal secundária: a pessoa perde a imunidade depois de algum tempo, mais comum em idosos e imunodeprimidos por tratamento ou doença.

Há ainda casos de imunidade parcial, quando a pessoa adoece, porém de forma leve. Embora tenha tido aumento das notícias de pessoas vacinadas que se infectam, não há registro de números incompatíveis com o que se espera a partir dos dados de desempenho definidos nos estudos.

Por que pessoas vacinadas ainda adoecem?

Parte 2

As vacinas contra a COVID-19 são muito efetivas e são uma ferramenta fundamental para controlar a pandemia. Porém, nenhuma vacina é 100% efetiva para prevenir a doença em pessoas vacinadas. Sempre haverá uma pequena proporção de pessoas com a vacinação completa que ficará doente. Mesmo assim, os sintomas e consequências, em sua maioria, serão leves ou ausentes. 

Além de não haver registros de infecções fora do esperado pelo escape vacinal, a proteção maior da vacina só começa 14 dias após a administração da segunda dose. Uma pessoa pode contrair o vírus SARS-COV-2 imediatamente antes ou logo após receber as doses da vacina contra a COVID-19 e, portanto, não estar ainda protegida apesar da vacinação.

A vacina pode alterar os testes para COVID-19?

Depende do tipo de teste. O resultado pode vir alterado pela vacina quando o teste investiga a existência de anticorpos no organismo. Quem não teve infecção e não tomou vacina, não deve ter anticorpos

Bastante imprecisos, os testes que identificam anticorpos servem quase que exclusivamente para testar grandes populações.

É possível descobrir se uma pessoa vacinada já teve COVID-19?

Não. Existe o teste que diagnostica a doença, que são o PCR ou antígeno, mas estes funcionam apenas enquanto a pessoa está infectada, porque indicam a presença do vírus no organismo. Também não existe um teste que funcione bem para saber se a pessoa está imune ou não.

A pandemia acaba quando todos estiverem vacinados?

ainda não é possível saber

Provavelmente até o final do ano 70% da população estará com esquema vacinal completo. Isso significa que 60 milhões de pessoas não estarão vacinadas, o que é suficiente para manter a circulação do vírus. A previsão é de que aconteçam menos casos, internações e óbitos, mas a pandemia continua, como mostram os números crescentes de infecções na Europa e Alemanha.

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